Cuidado: esses são os 5 setores mais perigosos para se trabalhar no Brasil em 2024

O ambiente de trabalho pode ser, para muitos profissionais, um local de realização e crescimento. No entanto, para outros, representa risco constante à saúde e à segurança. Dados atualizados de 2024 revelam os setores que mais concentram acidentes e adoecimentos ocupacionais no Brasil. Entender esse cenário é o primeiro passo para implementar ações eficazes de prevenção.

Segundo informações do SmartLab Trabalho Decente e do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, alguns setores concentram a maioria das notificações de acidentes e afastamentos por doenças ocupacionais. A seguir, você confere quais são esses setores, os principais riscos envolvidos e o que pode ser feito para reverter esse quadro.

1º lugar: Construção Civil

A construção civil é tradicionalmente um dos setores com maior índice de acidentes de trabalho no Brasil. Em 2024, foram registrados mais de 40 mil acidentes.

Os principais riscos são quedas de altura, choques elétricos, soterramentos e o manuseio inadequado de ferramentas e materiais pesados. A exposição constante a ambientes perigosos exige capacitação contínua e uso rigoroso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

2º lugar: Indústria de Transformação

O setor industrial de transformação registrou cerca de 90 mil acidentes ao longo do ano. Os riscos mais frequentes estão associados à operação de máquinas pesadas, contato com substâncias químicas, cortes, amputações e queimaduras.

A ausência de treinamentos e de dispositivos de segurança nas máquinas está entre as principais causas dos acidentes. A conformidade com normas como a NR-12 é indispensável para esse segmento.

3º lugar: Transporte Rodoviário

Com aproximadamente 45 mil acidentes por ano, o transporte rodoviário é o terceiro setor mais perigoso. Os riscos incluem acidentes de trânsito, jornadas exaustivas, fadiga física e mental, além da manipulação de cargas pesadas.

Motoristas e operadores logísticos estão frequentemente expostos a situações de alto estresse e riscos ergonômicos, que contribuem para doenças ocupacionais e altos índices de afastamento.

4º lugar: Hospitais e Serviços de Saúde

O setor da saúde registra mais de 30 mil casos anuais de acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho. Os riscos biológicos são os mais comuns, como contaminações por vírus, bactérias e fungos, além da exposição a materiais perfurocortantes.

Também são recorrentes os problemas ergonômicos, decorrentes da movimentação de pacientes, longos períodos em pé e ritmo acelerado. As exigências da NR-32 são especialmente relevantes para esse setor.

5º lugar: Comércio Atacadista e Varejista

Com cerca de 25 mil acidentes registrados em 2024, o setor comercial aparece na quinta posição. Os principais riscos incluem esforço repetitivo, quedas em escadas e depósitos, além de acidentes com equipamentos como empilhadeiras e esteiras.

Apesar de parecer um ambiente de menor risco, o comércio enfrenta desafios frequentes ligados à ergonomia e à segurança física dos trabalhadores, especialmente em centros de distribuição.

Impactos financeiros para empresas desses setores

Os acidentes de trabalho e doenças ocupacionais geram consequências diretas para as empresas, incluindo aumento do Fator Acidentário Previdenciário (FAP), elevação do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), afastamentos prolongados, pagamento de indenizações, processos trabalhistas e perdas operacionais.

Além do impacto financeiro, há também prejuízo à imagem institucional e à confiança da equipe.

Como reduzir acidentes nos setores mais críticos

A prevenção de acidentes e doenças ocupacionais é viável e eficaz. Algumas ações fundamentais incluem:

Treinamentos constantes e especializados de acordo com os riscos específicos de cada setor

Gestão integrada dos riscos ocupacionais, com base em mapeamento técnico e análise contínua

Cumprimento rigoroso das Normas Regulamentadoras (NRs), como a NR-6, NR-10, NR-12, NR-17, NR-32 e NR-35

Quando bem aplicadas, essas medidas contribuem para ambientes mais seguros, redução de afastamentos e ganho de produtividade.

Soluções práticas para empresas

Empresas que atuam nos setores de maior risco devem contar com uma estrutura sólida de Saúde e Segurança do Trabalho. As soluções mais recomendadas são:

Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), obrigatório conforme a NR-1

Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), que garante acompanhamento clínico dos trabalhadores

Laudos técnicos atualizados, como LTCAT e PPRA (ou PGR)

Implantação correta do eSocial com envio dos eventos SST exigidos por lei (S-2210, S-2220, S-2240)

Essas práticas são essenciais para garantir conformidade legal e proteção efetiva das equipes.

Conclusão

Empresas que atuam nos setores com maior número de acidentes não precisam aceitar esse cenário como inevitável. Prevenção, treinamento e gestão estratégica de SST são caminhos concretos para mudar essa realidade.

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Certificado de Treinamento: é mais que papel?

Quando o assunto é saúde e segurança do trabalho, um dos elementos mais subestimados — mas absolutamente fundamentais — é o certificado de treinamento. Longe de ser apenas um documento de prateleira, ele representa uma proteção jurídica real para empresas e profissionais em caso de acidentes e fiscalizações.

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